a entrevista do nx para a revista atrê
palome 23-07-2008 GTM 1 @ 18:51
Em época de pró-produção do novo disco o nx zero recebeu a produção da revista atrevida oara uma conversa veja essa conversa abaixo:
TRAMPO NOVO
Em apenas um ano, o NX Zero saiu da garagem para conquistar milhares de fãs, fazer centenas de shows pelo Brasil e ganhar prêmios dos bons. Nesse tempo, muita coisa mudou para Di, Gee, Caco, Fi e Dani que, ao todo, já estão na estrada há sete anos. Mas, se você pensa que esse papo de sucesso subiu à cabeça deles, pode esquecer. "A gente vê isso de um jeito muito natural, nós mesmos não nos sentimos famosos", dispara Di. Já Caco filosofa: "Somos cinco caras normais, vivenciando os sonhos que muita gente tem."
Viagens à parte, agora com uma carreira consolidada, os fofos entraram em estúdio para a gravação do segundo disco da banda (com o selo de uma grande gravadora), que eles mesmos fazem questão de dizer, está muito melhor que o primeiro. "Talvez as pessoas percebam uma mudança neste novo trabalho, acho que estamos mais maduros. O CD vai mostrar o que será o NX Zero daqui para a frente", explica Gee. "Além disso, fizemos as músicas do primeiro CD há cinco anos. Neste novo trabalho, só tem coisas que gravamos agora. São canções recentes, que têm a ver com o que estamos vivendo neste momento", completa Dani. "Acho que esse novo trabalho está mais redondo, tem mais a nossa cara", afirma Fi. Para Di, "a essência das canções é a mesma, mas conseguimos colocar mais elementos musicais e aprendemos um outro jeito de fazer música". E esse "outro jeito" tem tudo a ver com a nova rotina dos caras. "Foi bem difícil, o maior desafio da minha vida. Ao mesmo tempo em que tínhamos que compor, fazíamos shows, entrevistas para revistas, TV, rádio. Foi tudo muito bom mas, ao mesmo tempo, tivemos que trabalhar muito", explica Gee
O mais legal disso tudo é que, com a correria dos músicos, muitas letras e composições foram finalizadas na hora da gravação. Pode parecer estranho, mas o resultado final ficou muito bacana! Segundo Dani, "o lado bom de ter feito na correria é que as músicas saíram na intuição, foi bem natural".
Só pra ter uma idéia, Gee disse que Cartas Pra Você, que no final ficou como versão acústica, foi criada inteirinha no estúdio. Ele tinha feito a melodia e o Di fez a letra na hora. Isso é que é talento! Com a futura música de trabalho, Cedo ou Tarde, não foi tão diferente assim. Ela foi feita na casa do Gee e é uma homenagem ao pai dele, que morreu quando o fofo tinha apenas dois anos. "Eu li que o vocalista do Sum 41, Derek Whibley (marido da Avril Lavigne), tinha escrito uma carta para o pai dele. Eu achei muito interessante e pensei em fazer isso também", contou Gee que, com uma ajudinha do Di, fez o single em cinco minutos. Outra música que também entrou de última hora no disco foi Semente, do Tavares e do Lucas, da banda Fresno. Além dessa novidade, as ex-rouge Aline e Karen fizeram backing vocal em Cartas Pra Você e o rapper Túlio Deck (namorado da atriz Cléo Pires) faz uma participação especial em Bem ou Mal. Por isso mesmo, é claro que os caras não vêem a hora de ouvir a versão final do disco e, depois sair em turnê novamente. "Assim que lançarmos o CD, vamos fazer um show completamente novo. É provável que a gente se apresente em algumas capitais", completa Gee.
NOS BASTIDORES
Durante toda essa correria, a gente quis saber tudinho sobre o processo de gravação de um disco. Os fofos explicaram que tudo começa com a composição das melodias e das letras. Só depois de selecionado o repertório é que eles começam a gravar. Mas se você pensa que a banda entra no estúdio toda ao mesmo tempo, para gravar, está enganada. No caso do NX, as coisas rolaram da seguinte maneira: Dani gravou a bateria primeiro. "E eles ficaram em outro estúdio só tocando pra servir de guia pra mim. Depois, o baixo (do Caco) gravou com a ajuda das guias. Depois, entraram o Fi e o Di com as guitarras. Em seguida, entrou o Di com a primeira voz e o Gee com a segunda. Por último, rolou a pós-produção, momento em que são definidos os volumes dos instrumentos e em que alguns efeitos são acrescentados", explica Dani.
Pensou que fosse fácil? Pois saiba que a rotina de gravação de um CD não tem mesmo nada de simples. "Durante a gravação do CD, rolaram uns shows também. Teve dia que a gente ficou até as duas da manhã no estúdio!", conta Gee. Para segurar a onda, Di faz acompanhamento com uma fonoaudióloga, toma água sem gelo e fica sem falar, se precisar.
Ele gosta de gravar as canções de primeira: "Música é feeling, é preciso passar para as pessoas o sentimento, o que a música quer dizer". Mas, se não rolar de cara, o jeito é repetir. "O engraçado é que, quando os caras não estão gravando, a gente toca superbem. Daí, quando eles começam a gravar, nós erramos, acabamos ficando nervosos. É o pânico da gravação", explica Caco. "Às vezes, nós mesmos pedimos para repetir, quando sentimos que dá pra fazer melhor", completa Gee. Ouvir a versão final, prontinha, é sempre uma surpresa! "Quando escutamos a música de novo, com todos os instrumentos, a gente sempre se surpreende", conta Dani.
E, depois disso tudo, os garotos ainda têm que pensar em um clipe! E, claro, começa tuuudo de novo. Não é à toa que eles sentem falta de coisas muito simples, de quando ainda não eram superfamosos. "Queria dormir numa cama de verdade em 180º, ou simplesmente passar mais de quatro horas seguidas num mesmo lugar", desabafa o baterista. Di também reclama: "Sinto falta de comer direito e almoçar arroz, feijão e bife". Pois é, parece que esse é o preço do sucesso, né galera?

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